Pintura vertical 'O Acaso como Razão de Ser'. Uma moldura pintada em tom terracota envolve uma composição central sobre fundo claro. O núcleo é uma forma orgânica e rugosa, semelhante a um mapa colorido em vermelho, azul, amarelo e verde, recortado por linhas pretas sinuosas que lembram veias.

O Acaso como Razão de Ser

ColeçãoENTRE INTERVALOS E LUGARES
Dimensões60 x 40cm
Preço150€

Este quadro não representa — revela. A forma aqui não é cópia do mundo, mas o seu esqueleto vibrante: uma estrutura que nasce da intuição, não da perceção; que se organiza pelo gesto, não pela lógica.

Neste contexto, este quadro é um ato de desvelamento: ele torna visível o invisível — não o oculto, mas o potencial, o que ainda não é, mas que já pulsa na matéria.

As formas orgânicas, contornadas por linhas finas como veias de energia, são mapas de forças em tensão, territórios de sensibilidade onde o acaso não é erro, mas razão de ser. Sim: o acaso, aqui, é metafísico. Não é aleatoriedade cega, mas a expressão mais pura da existência — aquilo que surge sem causa, sem projeto, e que, justamente por isso, é mais verdadeiro. E o que é mais invisível que a própria razão de existir? O impulso que nos move antes mesmo da consciência?

A textura rugosa, as camadas sobrepostas, as cores que se repelem e se atraem — tudo é testemunho de um processo vivo, em que a mão obedece ao espírito, e o espírito obedece ao caos criador. Neste quadro, o acaso não é falta de ordem — é a ordem primeira, a origem da forma, a condição da vida. Pintar, então, é existir com intensidade. E este quadro — é a prova disso.