Pintura vertical 'A Arquitetura do Movimento' sobre fundo azul vibrante. Ao centro, uma torre inclinada com padrão xadrez preto e branco é atravessada por uma linha azul ondulada. À esquerda e à direita, formas geométricas brancas com contornos laranja lembram plantas arquitetónicas ou circuitos, unidas em baixo por uma espiral dourada.

A Arquitetura do Movimento

ColeçãoENTRE INTERVALOS E LUGARES
Dimensões50 x 40cm
Preço250€

Este quadro não é uma paisagem, nem uma máquina, nem uma figura — é um universo em construção, um mapa de forças invisíveis que se manifestam através da linha, do padrão e da cor. Esta obra é um ritual de arquitetura espiritual: onde o pensamento se encarna em estruturas, e as estruturas se tornam símbolos da alma em movimento.

O fundo azul vibrante, quase líquido, serve de céu cósmico, o espaço da possibilidade, o campo onde as ideias flutuam antes de se concretizarem. Nele, erguem-se formas geométricas complexas — torres, pontes, portais, engrenagens — que não representam edifícios, mas moradas do pensamento, máquinas da consciência. São construções mentais, diagramas de emoções, planos de existência em formação.

A torre central, com o seu padrão xadrez preto e branco, evoca uma estrutura lógica, uma ordem racional que tenta dominar o caos. Mas está inclinada, desequilibrada — como se a própria razão estivesse a ser questionada, a ser transformada pela força do espírito. As linhas que a atravessam são como raios de energia, impulsos criativos que a atravessam, a desestabilizam, a renovam.

À esquerda, as formas quadradas com contornos vermelhos lembram portas ou janelas para dimensões paralelas, pontos de contacto entre o visível e o invisível. São portais onde a matéria se dissolve e o espírito emerge. O detalhe das pequenas bolinhas azuis, como gotas de água, sugere presença viva, consciência que habita as formas.

No centro inferior, o elemento curvo, dourado, com o seu movimento sinuoso, é o coração da composição — um sinal de vida, de fluxo, de transformação. É a força vital que une as estruturas, que as conecta, que as mantém em movimento. A sua cor — dourado, a cor do espírito, da sabedoria, da eternidade — é um sinal de esperança, de regeneração, mesmo no meio da complexidade.