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Pintura vertical 'A Morada do Espírito Coletivo'. Um grupo de edifícios estilizados e coloridos (vermelho, amarelo, branco, cinza) inclina-se conjuntamente sob um céu azul e laranja. Na base de relva verde vibrante, uma linha castanha desenha uma espiral gestual.

A Morada do Espírito Coletivo

ColeçãoENTRE INTERVALOS E LUGARES
Dimensões50 x 50cm

Esta pintura não retrata edifícios — habita-os. Num gesto que se afasta da mimese e se aproxima da revelação. Constrói-se uma cidade que não existe no mapa, mas que habita a alma: um arquétipo urbano, feito de formas simplificadas, cores intensas e linhas que delineiam não paredes, mas presenças.

O céu azul não é atmosfera — é horizonte do pensamento; o chão verde, não é relva — é memória da terra. As torres, os telhados, as janelas que parecem olhos, são vestígios de vidas vividas, de sonhos encerrados, de histórias que se entrelaçam na verticalidade da convivência. Aqui, a arte cumpre sua função metafísica: tornar visível o invisível — não o oculto, mas o coletivo, o que nos une mesmo quando estamos separados. Cada edifício é um corpo habitado; cada cor, um estado de alma; cada linha, um gesto de pertença.

O que se vê não é paisagem — é território psíquico: o lugar onde o indivíduo se perde para encontrar o outro. Onde a razão se dissolve na intuição, e a ordem geométrica cede ao ritmo do coração. Nesta cidade sem nome, reside a verdade mais profunda da existência humana: nós não construímos casas — construímos abrigos para a alma. E esta pintura, por isso, não é imagem — é morada.