
O Silêncio que Sussurra em Linhas
Este quadro representa um território de ressonância, um campo de forças onde o visível e o invisível se entrelaçam numa dança de linhas, cores e símbolos.
O fundo, em tons de azul-pérola e cinza suave, evoca o céu etéreo, o domínio das ideias, da memória, do pensamento em suspensão. Mas não é sereno, é um céu em movimento, atravessado por linhas verticais verdes e amarelas, como raízes que se erguem. São forças ascendentes, impulsos de criação que brotam do solo da existência e se elevam ao céu da consciência.
Na parte inferior, o rosa e o castanho formam um chão de sonhos, um terreno de memórias, de emoções, de experiências vividas. Nele, surgem sinais de linguagem, fragmentos de escrita, vestígios de uma história que ainda não foi contada, como se a própria linguagem estivesse a desmoronar-se sob o peso da experiência.
No centro, uma linha amarela vibrante é o ponto de ligação entre o céu e a terra, entre o pensamento e a emoção, entre o passado e o futuro. A sua cor é um sinal de re-regeneração, re-renascimento da ordem na desordem.
Este título encerra um silêncio como fonte de significado, linhas como portadoras de sentido, espaço como lugar de ressonância entre o que se vê e o que se imagina. O silêncio não é ausência — é presença intensa.